sábado, 23 de maio de 2015

QUANDO ENCONTRO SEUS OLHOS NOS MEUS





Quando encontro seus olhos nos meus
Da vontade de me apaixonar
Ser parte dos sonhos seus
E para toda vida poder te amar

Fico sem graça ao te encontrar
Com vergonha de te falar
Tudo que sinto no coração
Batendo no compasso da paixão

Quando encontro seus olhos nos meus
Da vontade de te dizer
Que fazer parte dos amigos teus
Só aumenta meu sofrer

Eu sei que tu não sabes
De tanto amor que agora falo
E de tantos fins de tardes
Que ao te ver passar eu me calo.

Tão bela, és a Julieta de muitos Romeus,
E eu sou mais um a sonhar acordado
Quando encontro seus olhos nos meus
Vivo a fantasia de amar e ser amado

O medo e a timidez são os defeitos meus
porem são  vencidos graças a Deus
no momento que você passa sorrindo
Quando encontro seus olhos nos meus



sexta-feira, 22 de maio de 2015

NEM TUDO ESTA PERDIDO





Eu vi uma criança chorando
Fiquei tão triste,
Por que a tristeza existe
Num coração infantil.
Quis saber o motivo
Daquela lagrima inocente
Perdida naquela multidão
Falou-me que o problema
Era a fome e a dor
Que a gente sente.
Emocionado peguei sua mão
“venha vamos almoçar”
Aqueles olhinhos me encararam
Não sou eu não senhor,
“É aquele homem ali na frente.”
Um andarilho caído na calçada
Invisível aos que passam,
Gemia bem baixinho.
Desidratado e com fome
Jogado a própria sorte
Em condições degradantes
Só esperava a morte.
- Vamos salvar ele senhor!
Senti-me tão pequeno
Com tão grande gesto de amor.
Tomei todas às providencias
Dirigido por minha consciência
E aquele pequeno anjo salvador.
Depois de tudo pronto
Procurei aquele rosto inocente
Que salvou aquela vida
De um final tão cruel,
Perdi-o no meio de tanta gente,
Mas as pessoas não somem, pensei,
Alguém de repente me falou,
Esse some, eu sei,
E deixa esse arranjo de flores
Com cheiro de mel,
Se é menino, homem ou anjo,
Não sei, sei que às vezes aparece,
Como se alguém fizesse uma prece
seu nome e Gabriel
pensei que o senhor soubesse.



  

quarta-feira, 20 de maio de 2015

CLAUDIA






Hoje sei quem tu és e por onde andas
Muito embora, não tenha visto,
Teu rosto teu rosto de criança
Nem teu jeito menina de ser.
A vida nos ensina
E é somente vivendo
Entre acertos e erros
Que se apreende a viver.
Quando recém nascida
Simplesmente te neguei
E quando pensava ter acertado
Foi ai que eu mais errei.
Deus jamais te deixou sozinha
Colocou anjos no teu caminho
Que te ajudaram a caminhar.
E com o tempo fui apreendendo
Que é amando que se apreende
A amar, e que no jardim da vida,
Você só vai colher o que plantar.
Apreendi que o amor é um sentimento
Que não divide jamais,
Que filhos são sementes de paz
Que Deus planta em nosso coração,
Pequenos ou adultos, menina ou menino,
Perto ou longe serão sempre presente divino
razão do nosso viver e fonte de nossa inspiração.



sábado, 16 de maio de 2015

VENDA DO TENENTE PEDRO








A bolacha era da padaria América, lá de Rivera,
Aonde cedo, eu ia sem medo buscar,
Para a venda do tenente Pedro.
No caminho dava desfalque
não aguentava a tentação
e adorava vir pela rua
comendo tão gostoso pão.
A bolacha era pesada
na saída e na chegada,
o tenente sabia do pedágio
E o pouco que faltava
ele jamais reclamava.
Ainda  me dava  trocados
e um quilo de bolacha.
Eu voltava pra casa faceiro
pra tomar café
com pão molhado na graxa.
Hoje lembrando essa época
eu acho ate  graça
do bem que me faz.
Ainda tinha a pescaria
na velha rural do tenente.
Otacilio... Florentina... Pampeiro...
Era sua rota de terapia tradicional.
para nós, o passeio e o banho,
o salto da ponte era uma festa.
Recordações que a memoria empresta
para passarmos para a escrita
e eternizarmos sem segredo,
esta relíquia do passado.
Da época que eu buscava bolacha
pra venda do tenente Pedro.


sexta-feira, 15 de maio de 2015

UMA PAIXÃO






Olhando para você
Eu me redescobri
Não sei por quê
Sentimentos assim
Vão aos poucos
Tomando conta de mim.
Um encontro, um olhar,
Um sorriso, um afeto,
E a duvida entre o erro
E o acerto da vontade
De ficar mais perto.
Por momentos penso
Em perder-me
Em teus braços,
Mas tudo que eu faço
Tem dose de bom senso
Que me chama a realidade.
Tirando de mim
Pequenas doses de felicidade.
Então me perco em mim
E me deparo com o fim
Daquilo que nem começou
Mas deixou recordação.
Talvez não sejam sentimentos
E sim apenas momentos
Que envolvam e definam
Uma paixão.


  

terça-feira, 5 de maio de 2015

CRIANÇAS DE RUA

 



Na noite fria, penso em você,
Que vi na rua, tão menino,
Seus olhos tristes fazem-me sofrer
Olhos que vi na rua, tão menina.

Meu banho quente, agora gelado,
Por não conseguir esquecer,
Por momentos fico assim, estagnado,
E confesso, não sei o que fazer.

Meu coração dói em pensar
Que na fria madrugada
Encolhidos em algum lugar
No meio do frio, vocês vão estar.

Não consigo dormir e volto ao sinal
No silencio frio as luzes a piscar
Vejo crianças tapadas com jornal
Meninos, meninas, dormem afinal.

Não sei como eles vencem o frio
É como se Deus lhes aquecesse
Preenchendo todo o vazio
E seus anjos lhes protegessem

Volto para casa na noite fria
Tentando dormir sem esquecer
A realidade da criança no dia a dia
que por tantas ruas vivem a sofrer.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

APOSENTADA ( Acróstico)





Gostar do que faz, sorrindo por longos anos,
Espalhando simpatia a quem chega
Não é mero cumprimento do dever
Esta na essência de quem
Celebra a vida diariamente com
Incondicional estado de ser ou estar.

Feliz por sua aposentadoria
Acerto que longos anos lhe dão direito
Terapia necessária, dispor de seu tempo,
Irrelevante agora é o passado
Mais tem o futuro para te dar
Amanhã já é hoje minha amiga.


Vida nova, novo ciclo.
As amizades são vinculo que permanecerão
Navegaras em mares mais calmos
Dantes nunca navegado
Exploraras com teu sorriso e essência de ser
Sabedoria e humildade, teu jeito especial de viver.